Rácio de Autonomia Financeira

Rácio de autonomia financeira

É dos rácios mais utilizados pelos bancos na hora de aferir o equilíbrio financeiro de uma empresa.

Dá-nos a relação que existe entre o capital próprio e o activo líquido de uma empresa, por outras palavras é a percentagem do capital próprio que serve para financiar a actividade de uma empresa.

Se não sabe se a sua empresa tem Autonomia Financeira ideal, Pergunte-nos! E saiba como chegar ao valor ideal.

Qual o valor ideal para o rácio de autonomia financeira?

O valor ideal de Autonomia Financeira para uma empresa depende de vários factores, são eles: o objectivo de quem faz a análise, o sector de actividade da empresa, a tipologia de financiamento efectivo, e da expectativa dos sócios ou accionistas em termos de rentabilidade financeira (lucro).

Rácio de Autonomia Financeira Baixo < 30%

Na perspectiva dos sócios ou accionistas

Um rácio de autonomia financeira baixo, indica-nos que a actividade da empresa é financiada em grande parte por capitais alheios, é positivo nos casos em que a rentabilidade da empresa é acima do sector, porque os sócios e/ou accionistas correm um risco baixo e tem uma boa remuneração do capital investido.

Do ponto de vista de gestão da empresa um rácio baixo não quer dizer necessariamente dificuldades na tesouraria, porque o rácio não deve ser analisado isoladamente mas sim com outros indicadores, por exemplo prazo médio de pagamentos, prazo médio de recebimentos, prazo médio de stock entre outros indicadores, no entanto um rácio baixo requer mais atenção.

Na perspectiva dos Bancos

Em empresas que recorrem frequentemente a Financiamentos bancários de Custo Prazo para necessidades de tesouraria, ter um rácio de autonomia financeira baixo pode ser grave, podendo até inviabilizar determinadas operações e encarecendo o custo do financiamento, porque uma empresa com rácio de autonomia financeiro baixo do ponto de vista bancário apresenta um risco maior.

Rácio de Autonomia Financeira= Capital Próprio/ Activo Liquido

Um valor aceitável pela generalidade, encontra-se entre 30% a 60%

Como já foi explicado acima, um rácio baixo, inferior a 30%, pode ser crítico dado a dependência de financiamento externo quando as margens são também baixas, em contrapartida pode ser benéfico quando as margens líquidas são superiores ao sector de actividade, favorecendo assim a rentabilidade financeira da empresa.

Um rácio demasiado elevado, acima de 60%, determina uma rentabilidade financeira (de capitais próprios) mais baixa, o que pode não ser interessante do ponto de vista dos sócios ou accionistas.

A autonomia financeira a definir como objectivo pelos gestores, deverá ser a que vá de encontro aos interesses da gestão, a que garanta a continuidade e sustentabilidade do negócio, e a que não provoque riscos de Solvabilidade. 

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2 Respostas

  1. afonso diz:

    como explicar ao gestor um rácio de autonomia financeira com .38%

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